terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Febre


Ver um filho com febre não é nada fácil. O coração fica apertadinho, aquela alegria habitual simplesmente se desfaz. Dá saudade até da mau criação.

Sabendo as coisas que sei, a doença num filho se torna uma questão muito complicada.

Eu poderia simplesmente dar remédios alopáticos, fingindo que ignoro todos os efeitos colaterais, me resguardando assim socialmente de uma culpa, caso aconteça algo.

Ou eu posso investir no carinho, na homeopatia séria, no banho morno e na confiança de que o corpo deles é perfeito e que dificilmente precisarão da alopatia pesada para ficarem bem.

As duas escolhas têm seu preço.

Na primeira, a recuperação é verdadeira, mas é lenta e emocionalmente dispendiosa.
Na segunda, a melhora é rápida, mas também agressiva e não sabemos se a existiu cura ou somente uma melhora dos sintomas.

Uma amiga homeopata diz que a febre são nossos soldados em luta e dar antitérmicos, sem real necessidade, é o mesmo que estar em guerra e prender os próprios soldados na masmorra... Enquanto a guerra acontece.

Dentro dessa filosofia de vida e de cuidado, não existe espaço para um remédio, antes de tentar as alternativas naturais, que deram certo por toda história da humanidade.

Os efeitos colaterais dos alopáticos são tão graves que, se lermos a bula, não usaríamos. Então preferimos não lê-la! Que solução inteligente, não? Se não sabemos o mal que faz, então não faz mal! Simples assim.

Não. Faço questão de saber o que estou dando às crianças. Preciso da certeza de que estou lhes fazendo bem, ou pelo menos, mais bem do que mal.
(Beneficência e não-maleficência)

Não posso por pressão fazer o que acredito fazer mal a eles. Dou a melhor educação, a melhor visão de mundo, a melhor alimentação e também o melhor cuidado com a saúde que posso dar.

Me sentiria muito culpada sim, se um remédio que eu dei, e que eles tomaram por confiarem em mim, lhes prejudicasse.

Não é porque o mundo inteiro não quer ler bula nem raciocinar (“deixe o raciocínio para o médico”) que temos que fazer igual. Aliás, sempre suspeite do caminho que segue a maioria. Mas o preço por ser diferente - mesmo que o diferente seja o certo, isso não importa – é sempre alto demais e um atentado á boiada.

O profissional deve ser escolhido de acordo com nossos ideais e crenças. Não somos nós, as pessoas que mais queremos bem da criança, que devemos nos moldar a opinião quase pessoal de um ou outro profissional.

E é por este motivo que se tornou imprescindível nós, mães, nos informarmos sobre tudo. Jamais deveríamos parar de conhecer, de questionar, de crescer como pais para que nos sintamos realmente seguros que estamos fazendo o melhor, dentro do que realmente faz sentido.
Para ler mais sobre...
http://www.weleda.com.br/periodicos/junho05/pag4.asp
http://www.weleda.com.br/periodicos/junho05/pag5.asp
http://www.weleda.com.br/periodicos/junho05/pag6.asp

E Gaia, melhora logo vai...
Mamãe vai deixar você fazer bagunça em paz, juro...

2 comentários:

Elisa disse...

Aposto desde sempre na homeopatia com meu filho de 3 anos e ele nunca precisou tomar antibiótico! Parabéns pelo post

Paula ZZT disse...

E ai, ela melhorou??
Acho que doença de filho vem para ensinar aos pais a paciência... A gente fica o ó do borogodó....