terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Mãezona Grata

Modestia a parte, eu me acho uma mãezona.

Curto muito ser mãe. Foi a melhor coisa que poderia ter me acontecido.

Eu curto a barriga, conversar com o bebê, vestir roupas de bujãozinho, a cordialidade com que tratam as grávidas, o cuidado que a família tem com a gente neste período... E depois parir aquela pessoinha tão ínitima que eu sequer conhecia o rsto, ver aquele corpo perfeito funcionando, os traços do homem amado florescendo naquele rosto infantil, alimentar o filho através do próprio seio - afrouxando devagar o laço -, ver o sorriso, os movimentos, o primeiro passo, a diversão, a brincadeira cada vez mais sofisticada, frases mais complexas e traços de uma personalidade forte surgindo e se firmando.

Fora as coisas que ainda não vivi, porque meus filhos ainda são criança.

Quero ter, pelo menos, mais dois filhos. Quero colocar gente diferente neste mundo. Pessoas compromissadas, responsáveis, dignas e incondicionalmente boas.

Sou mais que orgulhosa por ter o dom de ser mãe. E não é ser simplesmente mãe. Me sinto honrada com esta missão e por saber que posso desempenhá-la tão bem.

Sou uma mãe disciplinada, informada e amiga. O "não" tem sempre uma boa explicação. E o "sim" também. Sempre fiz o melhor que pude, mas nem sempre o melhor é unânime.

Me recuso a enchê-los de mimos, sabendo que isto não dará os limites sagrados que precisarão ter. Não, eles não tem de tudo. Eles só têm o principal: amor, companhia e instrumentos para se desenvolver.

Minha filha não anda como uma árvore de natal, evidenciando as curvas que ela ainda nem tem. Usa roupas de bebê, confortáveis e dentro das nossas possibilidades financeiras.

Meu menino está na fase de querer ser como os outros, mas temos sempre uma boa lição a lhe dar sobre isso. Não liga muito pro Ben 10, ao contrário de todos os seus coleguinhas em série, porque não vê TV aberta, aliás, esta é a primeira regra para que quer criar adultos pacíficos.

Vive muito bem com seus brinquedos educativos e livros, que não faltam.
Meus filhos são agarrados comigo na medida certa. Apegados, jamais. Gostam de passear independentes, mas não abrem mão do do colinho de mãe.

Me sinto amada e respeitada por eles. E esta é uma satisfação que nada mais na vida me trouxe.
Eu gosto sim de trabalhar, mas não pensaria duas vezes em deixar tudo se tivesse a possibilidade de ficar com eles integralmente. Sei que no futuro isto poderia trazer algum arrependimento, como vejo tantas mães mais velhas reclamando. Mas eu não faria isto por eles, mas por mim mesma! Eu também ficaria mais feliz assim.

Na vida, a gente não pode deixar de fazer nossas coisas por ninguém. Isso só criará um sentimento de ingratidão no futuro, porque as pessoas não têm obrigação de viver pra gente só para retrubuir nosso sacrifício.

O que as pessoas deveriam é repensar se realmente desejam ter filhos ANTES DE TÊ-LOS. Se estes não forem prioridade, talvez seja melhor tomar outro rumo, ao invés de somente cumprir um papel social.

O que quero dizer é que todo meu amor por eles não me traz nenhum sacrifício. Muitas mães se orgulham em se deixar de lado pelos filhos. Geralmente quem muito fala, força, quer se exaltar ou quer algo em troca. Carruagens cheias não fazem barulho.

Sou apaixonada pelos meus bebezões, faria qualquer coisa por eles, trocaria minha vida pela deles facilmente, mas não preciso fazer isso. Posso ser bonita, inteligente e viver minhas próprias experiências. Enquanto estão pequenos, vivemos a maior parte delas juntos, mas compreendo perfeitamente que não poderei eternamente participar das experiências deles. Lhes dou o alicerce para que logo possam voar com segurança e paz.

Sou mãe, mas também sou eu. Eu já era eu antes deles!

Sou-lhes muito grata por ter crescido tanto como ser humano, por ser tão completa e feliz. Quero lhes dar muito mais, mas sempre com prazer. Por terem medado e me feito sentir o amor irrestrito, infinito e incondicional.

O fato é que sou muito mais feliz do que poderia imaginar.
Isso me faz cada vez mais grata e cada vez mais querendo retribuir com gosto todo o bem que o universo me fez.

domingo, 14 de dezembro de 2008

1 Aninho

Nem dá pra acreditar. Há um ano eu acordava com aquele barrigão sem imaginar o que aconteceria em poucas horas.

Não sabia seu sexo, senão pelo meu coração que teimava em anunciar. Não conhecia seu rosto, apesar de já saber que era perfeito. Compreendia que sua missão era humanitária, mas não sabia qual seria.

Hoje Você está aqui, instalada em nossas vidas. Ocupou todos os espaços e não sabemos mais viver sem ti. Te amamos um amor incondicional e livre.

Você completou um ano sem jamais ter nos preocupado, sem ter tomado qualquer medicamento, sem ter assistido os desenhos violentos da TV aberta, sem ter se viciado nas porcarias “inofensivamente” oferecidas aos bebês... Chegou ao final do seu primeiro aninho com um corpo lindo, livre de qualquer tipo de excesso e, portanto, cheia de saúde. Mamando muito no peito, onde permanecerá ainda por alguns anos... Dando os primeiros passinhos, sem pressa. Enquanto sua fase quadrúpede modela e fortalece seus ossos: sem andadores e sem pressões. Sempre respeitando o seu tempo. Se nutrindo naturalmente, sem jamais ter se alimentado do corpo de um animal. Vivendo plena e feliz, numa alegria contagiante... Sorrisos sóbrios inesperados... Só reclamando quando de saco muito cheio! Coçando a orelha esquerda como sinal clássico: hora de mimir.

Este é só o primeiro ano de uma vida inteira de conquistas e edificações. Tenho absoluta certeza de que você construirá um império de bondade e integridade. Em bases muito sólidas. Eu e seu papai estaremos aqui para te fortalecer e empolgar. E claro... Com os olhos brilhantes de orgulho ao te ver escalar sua;…/ já inegável bela trajetória.

Que suas mãozinhas só façam o bem, só escrevam coisas boas, acariciem e descubram o mundo maravilhoso em que vive, como tem feito agora. Que seu poderoso cérebro só sirva ao bem como foi até hoje e que em seus planos estejam salvar o planeta! Que se reconheça como parte dele, comprometida e necessária para a mudança.
E que de vez em quando você venha visitar sua amiga no sítio...

Você já é alguém. É um espírito maduro e alegre. Tenho orgulho de ter me escolhido como mãe e a nós como família. Amamos poder te proteger, educar e ajudar a amadurecer seus profundos ideais. Estou certa de que faremos um excelente trabalho juntos. Você e seus irmãos prometem!...
Ô minha Totôca... Eu te desejo uma vida muito intensa, produtiva, transformadora. Sei para o que veio e vou te ajudar, mas jamais perca a doçura... Ou esta beleza delicada, encantadora que jamais passa desapercebida.

Desde aquele dia, 9 de dezembro de 2007, de um parto intenso, no conforto e tranqüilidade de nosso lar, nosso ninho. Você veio suave, embalada por uma doce canção... Desde aquele momento, você foi amada, essencial e só trouxe felicidades para nossas vidas.

Há um ano você veio de dentro de mim para os meus braços e lá permaneceu: sem agulhas, pesagens, banhos, nada, senão carinho. Te respeitei desde o princípio, permitindo que viesse quando estivesse pronta, naturalmente. Você não só escolheu sua família, mas também a hora e a maneira de nascer. E veio em envolta de uma paz plena, que não poderia ter de outra forma.
Parabéns pelo seu primeiro ano. Ele é só o primeiro de uma morada neste mundo, cúmplices e unidos... Por afinidade e por amor.

Ser mãe

Ser mãe é a maior dádiva que uma mulher pode ter.

Aquelas que não desejam serem mães terão outras conquistas, outro tipo de cria.
Mas sinceramente, não consigo ver em outra experiência, maior riqueza de sentimentos e vivências que só a maternidade traz. E só pode dizer o contrário que não é mãe.

Ver essas coisinhas - que vêm pra gente tão pequenas – se desenvolvendo e ganhando o mundo é uma vitória particular. Nenhuma de minhas conquistas me trouxe mais orgulho do que o primeiro passinho de minha filha ou a primeira leitura do meu filho.

E eles são espertos demais. Enquanto estamos ocupados boquiabertos com sua inteligência, eles vão crescendo sorrateiramente. E quando percebemos, já se passaram semanas, meses, anos, décadas desde que, miudinhos, quando mal podiam abrir os olhos mamaram em nossos seios pela primeira vez.

Em nossa sociedade industrial, em série, tudo que toma tempo e romance demais é desprezado, visto como exagero, o que para mim cabe mais como desdém.
Mas não o legal de ser mãe é ser por inteiro.

Não sei de onde tiraram que um bebê, por exemplo, deve dormir em sua própria cama, de preferência em outro quarto. Imaginem bebês de poucos meses que acordam de madrugada, sem ninguém por perto, só escuridão... Até você choraria nessa situação. Um mundo incerto, solitário e preto. A criança não é manhosa, é só.

E outra coisa... Manha... Até de um bebê exige-se etiqueta. Não deve existir nada melhor para um bebê do que receber carinho. Carrinho, bercinho, chiqueirinho nem “inho” nenhum do mundo é melhor do que qualquer carinho – naturalmente colinho.

Nem vou me alongar muito na amamentação ao seio. Mas é necessário falar da amamentação seria, exclusiva. Não digo que seja fácil, mas é possível enquanto formos mamíferos. Vejo famílias que gastam aproximadamente 300,00 por mês com leites e formulas artificiais “infantis”, mas acharam caro pagar 50,00 por uma visita de especialista em amamentação. Assim como vi gastos além dos 5.000,00 com a decoração do quarto ou com cesáreas por opção – simplistas e nada críticas.

Mesmo quando os filhos não são planejados, sua educação deve ser.
Eu e meu marido raciocinamos sobre cada postura que tomaremos diante das crianças. Não hesitamos em pedir desculpas, porque todos erramos. Jamais insistimos no erro só porque somos pais. Aqui não existe “Porque sim!” nem “porque não!”, como foi conosco. Para tudo existe uma explicação coerente. E deixamos claro que também estamos aprendendo. Existe disciplina, molecagem e amizade.

Realmente posso dizer muito orgulhosamente que dentro da família que construí, tenho os melhores amigos da minha vida.

Tudo que há fora dela, é complemento, é passageiro.
A dedicação aos filhos retorna em amor, orgulho, valorização e cuidados deles com a gente. E por serem tão bons filhos, queremos ter outros filhos. A experiência foi ótima!

Seremos eternamente gratos pelo que somos, vivemos e aprendemos com esses nossos dois “totocos”...

Sou mãe, mas sou menina

Ainda hoje tenho sonhos de criança. Tenho lá meus devaneios meio clichês como um mundo sem guerras, sem ódios, preservação da natureza e banho de mar com chuva sem hora pra acabar.

Meu coração ainda bate mais forte quando chega dezembro e lembro com saudade dos amores “eternos” de verão que tive um dia. Bobagens de garota que me ajudaram a ser quem sou.

As melhores amigas já não são as melhores... E não fazem melhores como antigamente... Estão guardadas num lugar muito especial da memória que só nos sabemos onde fica. Sei me defender sozinha, mas um colinho de mãe de vez em quando ainda é bom.

Ainda ontem escrevia no diário e agora tenho um trabalho sério, responsabilidades que jamais imaginei assumir. Tenho uma casa e até filhos! Dois!

É difícil me enxergar como uma “mãe de família”, mas é o que sou. Sou enfermeira apaixonada por nascimentos, sou espontânea, genuína e sou meu melhor.
E também, sou mãe.

Pulo degraus, avalio possibilidades; brinco de casinha, decido conduta; balbucio palavras, determino, corro; curo, rolo no chão; adquiro segurança e dou poder: ajudo a viver!

Gosto muito de quem me tornei porque superei todas as expectativas da menina tímida do interior.

Amadureci com a maternidade, mas continuo moleca, bem-humorada, idealista impulsiva, cabeça nas nuvens e apaixonada.

Convivo com o complexo, mas gosto mesmo e do simples. E crio esta realidade descomplicada para mim.

Tenho sob minha tutela um diamante e uma pérola. Dois dos melhores presentes que tive por ser uma boa menina. E eles ajudam a manter viva a garotinha...

Duas jóias que deram à vida outro significado. Que me ensinam todo dia a ser mais feliz e a não deixar a peteca cair, ainda que as vezes pareça desesperadamente impossível. E se cair, por eles, vou me reerguer.

Em troca, só pedem meu amor e atenção. E sentimentos e posturas menos românticas como paciência, comida, brinquedos e passeios!

O fato é que transformam tudo em algo melhor.

Eu amo ser mãe desses dois. E também amo ser menina, porque isto nos aproxima.
Somos íntimos e realmente amigos, apesar da pouca idade. Os três juntos não somamos 40 anos! Mas já vivemos tanto...

Deixaria tudo por eles. É impossível perder a alegria com eles por perto.

Eles me fazem mais rica, mais cheia de vida e feliz. Com eles, para eles e por eles sou mãe e sou menina.

domingo, 2 de novembro de 2008

Por que eu tenho muito leite....

As pessoas que me veêm amamentar - sim, porque faço publicamente sem vergonha alguma-, sempre se surpreendem com a quantidade de leite que ainda tenho, 11 meses após o parto.´

É tambem uma bela oportunidade de dizer, cheia de graça, que amamentei o meu primogênito até os 5 anos, quando já estava grávida da minha caçúla.

Mas enfim... eu lhes respondo...
Eu tenho muito leite, por causa de uma questão a princípio meramente biológica: eu sou mãe.
Depois vem a cultural: eu quis amaentar.
E depois vem a explicação pessoal: eu acreditei que poderia. Acreditei que meu leite era melhor para meus filhos do que o leite de qualquer outra animal, porque eu não era uma mulher deficiente.

Confiei sem restrições que a natureza era sábia e jamais comprei uma mamadeira, uma lata de leite "infantil" ou uma "chupetinha para acalmar". E hoje lhes digo orgulhosamente, nunca preparei uma mamadeira.
Porque meu corpo lhes bastou por muito tempo. E depois deste tempo, estes apetrechos já não eram mais necessários.

No início, para mim não foi mais fácil amamentar do que para ninguém. Tive ingurgitamento, irritação, rachaduras muito, muito dolorosas . So EU sei o que passei. Chorei de dor, mas com a certeza de que passaria.
Procurei ajuda, apoio, tive fé e passou.

Então... Minha resposta para quem se admira com o fato de, ainda hoje eu ter tanto leite é...
Tenho muito leite porque amamento. E ainda tenho muitos anos pela frente para amamentar com prazer.
Tenho muito leite porque sou biologicamente mamífera, porque quero e porque acredito, com todas as minhas forças, que sou capaz.
Alguém duvida?

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Eu não sabia o que era amor...

Posso ser ou me tornar o que for. O fato é que há 7 anos eu nem imaginava o que era ser mãe...

Ser mãe foi a melhor coisa que fiz na vida.

A vida foi ficando mais doce, mais real, com sentido.

Minha alma divagante de poetisa, hoje se presta a higienizar as partes antes mais nariz torcido do corpo humano.... E com muito prazer.

Ser mãe é um negocio legal. O principal desafio da maternidade é abandonar completamente qualquer resquicio de egoismo, orgulho e futilidade.
A gente fica mais importante, a gente fica mais importante.
Deixa de ser o fulano, para ser a mãe ou o pai do Fulano. A maternidade traz até coadjuvante, o prazer do papel principal.

Todos que me conhecem sabem o que a maternidade fez comigo.
Eu nao cresci: eu dei um salto evolutivo em 6 anos.

Mas a minha maior lição nisso tudo foi ter descoberto que o amor nao se divide, nao se reparte. Quanto mais amor eu sinto, mas quero, e posso amar.

Eu ensinei muito aos meus filhos, mas nada comprável ao que eles inocentemente ensinaram pra mim.

Ser mãe deles foi tão bom que quero ter mais filhos... Para ver minhas células de amor não só se multiplicando, mas se elevando à potencia!

E tenha a certeza de que, mesmo com todos os gastos, oportunidades perdidas, desconfortos e estresses que ser mãe de criança pequena traz, eu nunca fui tão feliz.

Não trocaria a melhor noitada pela paz intrinseca ao vê-los dormir numa noite qualquer.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Gaia Nasceu

Relato de parto da minha segunda filha
Gaia nasceu em casa
Estou aqui nesta bela tarde de verão, escutando a música "Romance", Marcus Viana, que embalou seu trabalho parto e olhando vc dormir... Inspirada para escrever sobre aquele dia. Sua vinda foi envolta por muito romantismo, tranquilidade e fé. Como deveria ser todo nascimento humano.
O que eu e seu papai, Sandro, sentimos um pelo outro é muito forte. Intenso e doce. Delícia saber que vc existiu por causa desse amor. Meses, talvez anos antes de engravidar, sabíamos que voce viria. Antes queríamos saber o dia da fecundação, o momento exato em que seria feita, mas depois decidimos simplesmente deixar vc vir quando quisesse.
E vc veio logo. Temos dúvidas quanto ao dia em que foi feita, porque dificilmente foi no período fértil. Ou vc foi gerada ou na noite do meu niver, 11/03 ou nas montanhas em Itatiaia no final de março, onde fomos acampar com seu irmão. A noite estava mto fria, sabe como é...
Dormimos agarradinhos, nos amando muito. Lá eu ficava pensando que já poderia estar grávida, mas era só um devaneio. Sua presença foi forte e especial desde o início.

Minha menstruação então atrasou. Isso só havia acontecido uma vez e foi quando veio seu irmão. Contei pro seu pai. Ele colocou a mão na minha barriga e ficou queito. Depois contou que foi porque sentiu voce. Seu irmão também percebeu algo. Por aqueles dias, nem eu sabia que estava grávida, fui tomar banho e ele passou por mim, colocando a mão na minha barriga e dizendo " Tem neném aqui...". Insisti pra repetir, mas ele nunca repetiu.

Comprei um teste de gravidez e falei com papai que iria fazê-lo e ele não deixou. Deveria ser num lugar diferente, especial. Então na tarde de domingo, dia 15 de abril, fomos para uma linda cachoeira em Penedo. Nos curtimos com a possibilidade de voce já estar lá. Esperamos as pessoas irem embora, então fiz xixi no potinho e colocamos a fita dentro... Fizemos uma oração, um pensamento positivo...
Olhamos então a fita com 2 tracinhos... Eu fiquei como uma estátua parada, olhando pro nada, porque sabia o que significava. Seu pai ainda foi ver na legenda da caixa o que significavam aquilo... Eu olhando a cachoeira boquiaberta e ele "Deixa ver, 2 tracinhos, 2 tracinhos... Cadê? Ah, achei. É positivo!"

Nos assustamos, nos olhamos, compreendemos e sorrimos. A bochecha chegava doer. Nadamos, agradecemos, te recebemos, nos demos parabens e te amamos. Pude te sentir já enraizada no meu útero... Meu útero mais uma vez ocupado com um bebezinho confiado a nós.

Imaginei os meses, o parto, até voce chegar de vez a nossos destinos.
Eu queria contar pra todo mundo, mas preferi esperar um pouco.
Curtir aquele segredo, só nós... Foi muito gostoso. Liguei pra Helo, uma das enfermeiras obstetras (ou parteira, como gosto de chamar), contei a novidade e que queria parir de novo da mesma forma.

Minha gravidez foi muito saudável... Eu estava bem comigo mesma antes de tudo e isso fez a diferença. Trabalhei muito, inclusive com humanizaçao do parto na minha cidade e trabalhei até a sexta anterior ao seu nascimento, num domingo.

Não quisemos saber seu sexo antes do nascimento, mas sua energia feminina era grande... Íamos amar o que viesse, então para que saber antes?
Acredito que o bebê nao tem sexo, ou melhor, o papel social que o sexo exerce. Não queria me furtar essa emoção, trocar a hora de saber quem voce era, apesar de ser inevitavel. Não vejo a mesma graça pela ultrassonografia. Queria viver todas as emoções a que tinha direito no nascimento. Eu soube que voce era uma menina muito antes de engravidar. E disse isso a várias pessoas.

Quando engravidei mesmo, sua energia ficou forte demais para negar. Tentávamos não pensar no seu sexo, mas quando víamos, estávamos nos referindo a voce como "ela". E só conseguíamos gostar de nomes femininos. E Minha DUM foi no dia Internacional da mulher!

Comprei um livro de nomes e dei de presente ao seu pai. Sempre gostei de Agness, mas seu pai odiava... Lembrei de uma conhecida chamada "Aglaia", quando li este nome no livro. Mostrei a ele os poucos de que havia gostado e esse, em especial. A paixão dele também foi à primeira vista pelo seu nome.
Do grego "Bela, Glóriosa" e uma flor muito perfumada, segundo a bisa. Significa tudo o que voce é. Não conseguimos gostar tanto de nenhum outro. Voce escolheu seu nome, Aglaia.

Duas semanas antes de voce nascer, comecei a perder o tampão mucoso, aquela secreção amarela que sai uns dias antes do parto. Mas eu não queria ainda, porque era cedo. E fiquei receosa, pois seu irmão nasceu 4 dias depois do tampão. Queria levar esta gravidez até 42 semanas, pois estava muuuiito gostoso ter voce dentro de mim.

A data provavel do seu parto era 13/12, com limite 27/12 e eu queria ir até mais se deixassem! O dia em que voce nasceu foi normal para minha rotina de grávida. Umas dores lombares incômodas tratadas com muita fisioterapia. A única coisa diferente foi ter passado o dia todo sem minha fiel companheira da gravidez, a azia. Era um sinal de que voce havia descido, mas não percebi. Lá pelas 16h, o Kakau estava assistindo DVDs e nós dois fomos para o quarto namorar. Foi especialmente bom. Nesse momento, seu pai disse: "Da mesma forma que eu coloquei esse bebê aí dentro, eu vou tirar", [........ .] Depois demos as mãos e dormimos. Antes das 18h, acordei com contrações parecidas com Braxton Hicks (pergunta que a mamãe te explica). Mas era só um desconforto, sentia que estava tudo bem.
Simplesmente, o sexo desencadeou o trabalho de parto! Resolvemos contar as contrações em 10 minutos. 3 eram de 50 segundos a um minuto e outra de 35 segundos. 4 em 10 voce sabe o que significa, né? Mas não estava doendo, só incomodando. ..

Não acreditava mesmo que pudesse ser o trabalho de parto. No do seu irmão doeu o tempo todo. Mas acho que desta vez, estava muito mais preparada. Cismei que tinha que ir andando à casa de uma colega entregar a apresentação em CDo que faríamos no dia seguinte. Ficava a uns 200metros de casa, ou seja, 400metros, ida e volta. Fomos os 4 lá. Eu e essa colega ainda ficamos batendo papo lá de pé. Enquanto isso, voce devia estar descendo... Eu ainda disse a ela: "Estuda isso direito porque conforme for, nem apareço amanhã!". Uma premonição, já que não achava que poderia estar em adiantado trabalho de parto.

Fomos aproveitar a última noite sem voce (não sabíamos que seria a última!!) e comer nosso tradicional hamburguer vegetariano do Kikão em frente à única pracinha da cidade! Enchemos a pança e fomos pro banquinho da praça namorar, enquanto o maninho foi pros brinquedinhos.

Mandei mensagem pra uma amiga que engravidou exatamente junto comigo, falando pra parir logo se quisesse antes de mim. Eram 8h30.

Namoramos muito no banquinho da praça. As contrações não iam embora nem doíam. Quase 9h, resolvemos ligar pra Helô. Contei que estava com contrações incômodas, indolores e bem frequentes, 4 em 10 e azia tinha desaparecido, que poderia ser o bebê baixando e que poderia estar em pródromos e também que tínhamos, de certa forma, "provocado" o trabalho de parto :) e ela pediu pra ir pra casa na mesma hora e falei que já estava vindo. Ela estava no nosso encontro trimestral dos "Bem-vindos", famílias que tiveram seus filhos em casa com ela.
Não fui, porque o parto estava "próximo". Se tivesse ido, não teria um parto em casa, mas um parto no carro!
Eu disse a ela: "Ta vendo? por isso eu não queria te avisar, agora voce vem que nem uma desesperada do Rio pra Piraí por causa de pródromos!... "
Até ela percebeu que eu ia parir e eu não... Na verdade, estava tudo bem. Não fomos pra casa.

Voltamos pro banquinho em que estávamos, o Sandro sentou e eu deitei a cabeça em seu colo. Ficamos especulando sobre ser o Trabalho de Parto mesmo, nos olhando com uma felicidade radiante nos olhos, contando as contrações que continuavam frequentes e longas...

Depois de uns 20 minutos ali, senti um estalo na vagina e algo descer quente, parecia menstruação. O Sandro diz que eu falei "Tem alguma coisa descendo aqui!". Levantamos e começou a escorrer muito líquido.

Ficamos muuuiiito felizes. Nos olhamos com brilho nos olhos e pensamos "Chegou a hora". Chamamos seu irmão que ainda me inventa de fazer pirraça para ficar na rua brincando mais.

Forramos a toalha, que já ficava no carro, no carona e viemos para casa. Rapidamente, a roupa da mamãe ficou encharcada.
Em casa, fui ao banheiro, olhei a calcinha. Queria ver como era, porque no parto do seu kakau, a bolsa foi rompida e entrei na piscina, então não vi nem curti.

Enquanto seu pai resolvia arrumar toda a casa para o parto e testar a piscininha em cima da hora, as dores iam apertando e fui tomar um banho.
Quando a contração vinha, eu tinha que me apoiar na parede do box e parar tudo para entrar na dor, entrar em mim para colocar o meu bebê para fora. Ainda me depilei durante o banho! Não era necessário, mas eu queria ficar linda no filme! (Besteira, porque estava escuro!).

Deitei no sofá da sala, enquanto seu papai estava todo enrolado ajeitando tudo. Ele colocou o DVD que escuto agora e imagens com imagens de água. Perfeito.

O Kau ficou no outro sofá e caiu no sono. Eu o queria presente, tentei prepará-lo. Papai colocou o colchão do quarto na sala e fuquei lá. De vez em quando, ele parava tudo e vinha segurar minha mão. Estava radiante. Parecia uma criança em dia de Natal. Acho que ele nunca esteve tão feliz.

A Helô ligou do caminho. A voz dela estava diferente do habitual, profundamente calma. Perguntou como eu estava e disse que estava chegando. Me passou uma tranquilidade natural que não consigo descrever. Era como uma proteção... Nao sei dizer.
Veio sozinha porque, desde o pré-natal, eu pedi.Eu havia falado sobre meu desejo de parir de uma forma mais íntima. Diferente da outra vez que tinha muita gente. Somente ela, Sandro e Klauss.

Me deu uma vontade desesperada de vomitar. Corri pro banheiro, mas acabei sujando o vaso e o chão. Era aquela overdose de hamburguer Veggie intraparto.. .
A Helô chegou umas dez horas. Engraçado esse olhar de quando a parteira chega. Não se fala muito, é silencioso, quase não estava ali. Parece que a segurança está mais do que a pessoa em si. Acho que ela disse algumas poucas palavras incentivando e ficou invisível de novo.

Sentei no outro sofá e ela auscultou o batimento. Percebi que, durante a contração, caiu muito a frequência do seu coração. Mesmo se eu não tivesse percebido, teria visto nos olhos da Helô, transparentes. Depois seu pai disse que também percebeu diminuição. Ela continuou a auscultar por mais tempo e em seguida e estabilizou.

Disse à Helo: "Sei que vc não gosta de fazer toque, mas por favor, quando eu te pedir, faz porque já não estarei aguentando mais" e ela respondeu: "Eu vim pensando sobre isso. Eu vou fazer tudo que voce pedir".
Papai trouxe nosso colchão para a sala, enquanto a banheira enchia. A dor era muito forte nessa hora. A todo momento eu o chamava para ficar comigo e ele ficava muito feliz com isto. Mas ele estava muito excitado, enchendo a piscina, pegando panos, travesseiros, todo enrolado, tadinho...

A Helô ficou num canto, no escuro, escrevendo e me olhando de longe. Deitei no colchão do lado direito, segurei a mão dele mais uma vez e pedi: "Faz passar, meu amor...", mas a vontade era de dizer "Divide comigo!" Até que num momento acho que acabei dizendo isso baixinho e senti que ele aceitou repatir a dor.

Pedi pra ela fazer um toque uns 20 minutos depois. Ela pediu licença e disse que ainda estava em 5cm, mas muito mole e fácil de dilatar. Depois que nasceu, ela contou que era entre 4 e 5 cm. Eu achei muito pouco, mas precisava saber em que parte do parto eu estava.

O Sandro disse no meu ouvido: "Agora deixa o trabalho comigo. Eu disse que vou tirar ele daí do mesmo jeito que coloquei". E respondi: "Tem que nascer ate pouco depois de meia noite. Do jeito que está, não vou aguentar muito, não".

Lembrei da câmera, ela não podia faltar e ainda o orientava como mexer nela. A Helô achava incrível como eu não me desligava e queria ter o controle sobre tudo!... Ela então pediu pra eu me entregar à dor, não evita-la, não temê-la. Eu levei o negocio a sério e quando a contração vinha, eu procurava dizer em pensamento, às vezes chegando a dizer baixinho "Que delícia...". Pensava que se eu falase com bastante fé, eu poderia acabar acreditando! Ela pediu para eu não ter medo da próxima contração. Colocou a mão no meu quadril e gritei "Não!. ..", ela se desculpou. Nem era para tanto, mas eu não podia explicar.

O papai pediu para deixar com ele e começou a fazer umas energizações, empurrando minha barriga, para baixo, sem encostar. Eu estava de lado e, mesmo de olhos fechados, disse a ele "Tem uma coisa aqui... É uma vontade de nascer..." Engraçado dizer assim...

Virei de barriga pra cima, meio sentada, meio deitada, apoiada em travesseiros. Ele ajeitava a câmera e começou a filmar. Veio mais uma contração com seu pai fazendo aqueles movimentos sem tocar e voce desceu mais. A Helô perguntou se tinha alguma bebida alcoólica em casa, como whisky, porque algumas parteiras dão nessa hora à parturiente e isso ajuda na entrega, na melhora da dor. E a gente não tinha nada... O Sandro perguntou "Serve vinho?", ela disse que sim.

A gente tinha um aberto há tempos, porque quase nunca bebemos. Ele trouxe um copo cheio. Acho que bebi tudo de uma vez. E realmente relaxei um pouco. A parteira saiu do cômodo para pegar alguma coisa (depois ela disse que era pra deixar a gente à vontade) e fiquei com meu marido. Senti mais uma forte contração e pedi pra chama-la "Tá nascendo!" e ela veio. Ficou ajoelhada na minha frente no chão e papai continuou do lado direito energizando, puxando voce pra baixo.

Eu estava de olhos fechados, mas cada vez que ele fazia isso, sentia voce descer claramente. Isso aconteceu mais umas duas ou três vezes. Sentia voce empurrando minhas estruturas pélvicas docemente até começar a arder a vagina. Engraçado eu só conseguir me recordar da pressão que voce fazia, mas não lembrar nem um pouco de como era a dor...

Quando chegamos nesse estágio, é inevitável não fazer força, ceder aos "Puxos", empurrar o bebê pra fora. Então senti voce coroar. Coroar como uma princesa!...

Eu colocava os dedos da mão direita na minha vulva já esticada e sentia sua cabecinha. Acho que nesse momento senti por dentro a pressão que sua cabeça fazia, algo, em alguma dimensão, parecido com um orgasmo. E se desse para me entregar mais, talvez tivesse rolado até o famoso "orgasmic birth". Espero que voce tenha cabeça aberta para compreender isso. Foi gostoso e surpreendente sentir algo bom meio à dor. Mas é que eu estava muito à vontade em meu habitat e sabíamos que poderia acontecer. Ainda não foi dessa vez!... Mais uma contração e voce desceu mais. Sua cabeça estava quase toda pra fora. A Helô jogava um oleozinho e eu ajeitava a vulva com os dedos. Sentia a pele muito esticada e sua cabeça já proeminete. Eu não gritava, gemia baixo. Chamando voce, meu bebê, em pensamento para vir pra mim. Era quase meia noite. Outra contração que demorou para chegar e era longa.

Eu incrivelmente tentava fechar as pernas, sem querer e a Helô as abria. Minhas coxas tremiam atrás.
Comecei a conversar contigo para que viesse pra mim. A vagina ardeu mais e sua cabecinha redonda saiu quase toda, "Ah meu bebê!" e em seguida voce pulou pra fora, chorando calmamente. Belíssimo...

Papai te puxou do meio de minhas pernas para o meu colo e te enamoramos por vários minutos... Eu, emocionada, balbuciava palavras de bem querer e dava as boas vindas a este mundo. Papai não acreditava. Tinha um sorriso enorme, profundo nos lábios. Toda enrolada no cordão (pescoço, cintura, pernas), voce pousou nos meus seios. Sinal de que já não era muito queitinha!

Olhamos muito pra ti. Seu pai te cheirou lindamente e deu um beijo loooongo na sua bochecha. E depois em mim, dizendo que nos amava e agradecendo. Eu respondi da mesma forma. Voce também nos olhava. Piscava os olhos demoradamente. Nem por um instante chorou como o tradicional. Eram alguns chorinhos baixos, mostrando que estava ali.

Lembro de mim, inundada de emoção, te achando a coisa mais linda desse mundo. E realmente... Toquei suas mãos, olhei seu corpo e, como não dava pra ver, toquei seu períneo e senti sua vulvinha... "É uma menina!", eu gritei.
Estava muito comovida. Agradecia a Deus e à vida por aquele presente. Seu pai não podia parar de sorrir. Dava para sentir, mesmo que eu não pudesse olhar. Foi o dia mais feliz de sua vida, nem precisa perguntar! Estava extasiado.

Te colocamos para mamar e a Helô pediu pra fazer uma forcinha pra "parir" a placenta. Senti umas coliquinhas incomparáveis às anteriores e uns 15 minutos depois, ela saiu, pesando 1kg! Com voce, sempre em meus braços, ela limpou a região e examinou meu períneo que simplesmente não tinha laceração, mesmo com aquele bebê enorme. Apenas 3 "cortes" pequenos e superficiais na parte superior da vulva e do lado. Preferimos não ter pontos e "prometi" repousar.

A Helô não queria nem que eu fosse ao banheiro fazer meu merecido xixi! Ela acabou concordando, porque sabia que eu iria assim que ela desse as costas! Fiz uns 30 litros e meio!
Pedi para acordarem o Kau. Ele queria ver o parto, mas não achamos legal acordá-lo na hora, mas pensei nisso. Depois ele até reclamou por não termos chamado. Eles o acordaram, não estava entendendo e veio ver a "rimã". Te encontrou enroladinha, ajoelhou e procurou seu rosto. Foi lindo o 1º contato de vcs. O interesse, o olhar...

Eu estava profundamente grata. Nunca me senti tão plena. 3.900g, 52cm. Ficamos nos curtindo por muito tempo. Seu pai ligou pra mãe dele que não acreditou. Liguei pra minha que falou pra eu parar de passar trote à cobrar pra ela de madrugada. A Helô teve que contar que era verdade.

Então a Helô colocou a mão na cintura, olhou pra mim e disse "... PARTAAAAAÇO!" E é exatamente como posso traduzir. A Helô quis ir por hotel. Disse que não poderia ficar porque "esse momento é da família". Era mesmo.

A noite estava especialmente linda e silenciosa. Perfeita. Meus gemidos e sua vozinha embalaram aquela noite de dezembro. Perfeita.

Meus gemidos e aquela sua vozinha embalaram aquela belíssima noite de dezembro. Ninguém mais escutou nada, tao íntima foi aquela noite. Foi o parto dos sonhos de todo romântico.

Só conseguimos dormir lá pelas 6h da manhã. Seu pai ainda ficou acordado. Disse que nos olhava um a um, completamente grato por ter vivido aquilo, podido ajudar a filha a nascer com toda liberdade, pela família que construímos, por estar na liberdade da nossa casa, não numa cadeira de hospital.

Pela manhã, demos seu 1º banho. A Helô voltou de manhã. Conversamos muito. Ela de vez em quando repetia... "Agora, Dy... partaaaaaço hein!" Me pareceu que a Helô estava docemente eufórica, feliz por ter participado daquilo. Acho que foi uma conquista pessoal pra ela também, depois da barra que foi o 1º. Nós merecíamos.

Seu pai se mostrou um grande companheiro... Sou muito grata pelo amor que temos e por termos escolhido um ao outro. O mano é louco por ti. Te protege, adora saber que vc usa roupinhas que eram dele. Vai ser seu grande amigo como é meu. Aproveitamos muito aqueles dias.

Quando meu leite desceu, meus seios ficaram enormes. Do 5º ao 16º dia, eu chorava de dor. Me segurava para não gritar pra não te assustar. Eu sentia claramente que meus bicos cairiam se continuasse amamentando. Ficaram muito machucados. Aguentei firme e até hoje voce mama peito e mamará por muitos anos. Nem chá, nem água nem remédio.

Com 11 dias, eu tive uma febre de quase 40ºC. Veio e foi. Pode ter sido uma infecção na mama.

A Helô voltou depois de uma semana e disse que a cicatrização estava ótima. Não usei nada.

Me sinto forte, doce, mais mulher. O parto tem muito mérito nisso. O mundo está realmente cor-de-rosa! Ver seu rostinho tranquilo dormindo ou seu sorriso inocente me enche de felicidade. Uma plenitude que chega a cada canto do meu corpo. Eu faria tudo de novo. Nunca deixarei de demonstrar minha gratidão.

Obrigada, Aglaia. Princesa, Rainha, Batatinha, Fofolete, Batatinha, Fofolete, Flor, Minha Gaia...
Te amo com toda minha alma.
Vou cuidar de ti e ser sua melhor amiga. Voce me faz muito feliz.
Amo voce
Amo voce
Amo voce.

Mamãe do Klauss e da Aglaia 27/02/08.