quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Juramento da Mãe Mamífera Sapiens
Prometo, desde o primeiro instante em que tiver a consciência de que vive dentro de mim, que será respeitado e logo profundamente amado.
Que terei a vida saudável que sempre quis ter durante a gravidez e depois para ser um bom exemplo para ti.
Que me informarei sobre tudo o que tenha a ver contigo para que a lógica me leve ao melhor cuidado para você.
Que vou te parir da maneira mais respeitosa, natural e em paz que eu puder. Por nós dois.
Que sonho em te amamentar e farei tudo o que puder para isto. Se doer, que encontremos juntos a melhor posição, o melhor jeito e que, mesmo que demore, vamos encontrar a melhor solução em tudo na vida.
Que contarei historias, brincarei contigo, reaprenderei a lição de casa ao teu lado, que me verei criança através dos seus olhos.
Que vou deixá-lo dormir comigo enquanto for seguro pra você e quando se arrepender de ser grande, poderá vir pra minha cama dormir agarradinho.
Que respeitarei seus processos fisiológicos mais angustiantes de mãos dadas e que não cederei a opiniões alheias só para me resguardar.
Que respeitarei seu tempo, sempre mostrando meu ponto de vista sem agredir seus ideais natos, te apoiando e estimulando para que seja o que é, com ética, coragem e sabedoria.
Que você será melhor do que fui e te ajudarei em cada passo.
Que meu amor é perfeito, mas se algum dia invadir seu espaço, me recolherei aos dois papéis que melhor seu fazer ser eu mesma e ser simplesmente sua mãe, sem cobranças.
Que vou velar teu sono e jamais saberás disso.
Que daria minha vida pela tua hesitar e que, ainda sim, minha dívida seria grande
Que mesmo que o mundo caia, lhe seria grata por tudo que me tornei por ti.
E que se eu não estiver contigo em corpo, eternamente estarei em pensamento e em espírito, porque eu desejei a sua vinda e porque você sempre será aquele bebê que saiu do meu útero para os meus braços.
Que me fez mulher.
De tudo, se eu ainda errar, peço humildemente que perdoe e que me ensine a ser uma pessoa melhor.
Porque, por você, eu posso.
Eu juro.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Febre
Para ler mais sobre...
http://www.weleda.com.br/periodicos/junho05/pag4.asp
http://www.weleda.com.br/periodicos/junho05/pag5.asp
http://www.weleda.com.br/periodicos/junho05/pag6.asp
E Gaia, melhora logo vai...
sábado, 5 de dezembro de 2009
Uma Boa Hora
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Crianças Enoooooormes!

Há algum tempo, em algum lugar no espaço, dizia-se que crianças bonitas eram as gordinhas, bochechudas, “criadas a Toddy”. Apesar disso ter deixado de ser exigido a qualquer preço – leite de vaca por exemplo – como antigamente, ainda esperamos que nossos filhos tenham pelo menos um pouco de gordura a mais – como reserva – pro caso de adoecer e emagrecer....
Pensamento pessimista “já que tem que adoecer...” Ops
Mas o que está na última moda mesmo é ser grande, alto, superlativo. Que orgulho é um filho ser o maior da turma!
É claro que as crianças de hoje são maiores do que as de ontem. Também, nunca se comeu tanto hormônio!
“Os fracos usam a força, os fortes, as idéias”.
Alguns pais vão mais longe e orgulham-se até mesmo da agressividade dos filhos. “Aqui, bateu, levou. Meu filho não é otário, não é saco de pancada. Se bater, vai apanhar e se apanhar na rua, apanha de novo em casa pra aprender a se defender”. Grandes lições ensinadas pelos próprios pais...
Insistimos em crer que a personalidade dos filhos é praticamente fruto do acaso ou dética. Jamais produto da negligência e dos inofensivos desenhos matutinos. Os Bem 10 tem mais influência sobre as crianças do que os próprios pais.
Parece que as crianças serão o que a sorte desejar, serão como tiverem que ser e, dar boa comida, escola, brinquedos e uma excelente babá, é tudo que podemos fazer por eles.
O que alimenta o menino não é comida, é carinho. E aí tanto faz ser o maior ou o menor da turma desde que possua a maior saúde e o maior amor.
Podemos sim interferir na construção da personalidade de nossos rebentos. Aliás, devemos influenciar, dentro do possível, positivamente, dando exemplo, nos desculpando, sendo sinceros, instrumentalizando, amparando e incentivando.
Crianças só ligam demasiadamente para brinquedos, quando falta-lhes algo dentro de casa e dentro de si.
Ser baixinho, ser mognonzinho nem qualquer característica física deveriam ser encarados como pejorativo ou com deboche. Esta é o pior detalhe da infância.
O respeito deveria ser natural e intrínseco. Deveria vir de berço. Em detrimento disso, o que vem de berço desafortunadamente são os piores defeitos.
A avaliação de uma criança deveria ser pela saúde, alegria e sabedoria; não pelo dinheiro, status e tamanho.
Pais, tenham orgulho das qualidades internas de seus filhos. Tudo que está fora de nós é passageiro, morre. Mas o que é construído com boa vontade e carinho, é bom, cresce, se alastra e faz feliz tudo ao redor.
sábado, 28 de novembro de 2009
Meu kakau
Era uma tarde como outra qualquer em que senti saudade de ser um pouco mais mãe do meu Kakau.
Quando ele nasceu há 7 anos, minha vida mudou completamente. Dormi menina e acordei mulher. Devo muito do que sou aquele menino. E lhe confessei “Você me fez mãe”, abriu um sorriso, olhou-me nos olhos, silenciou e me abraçou.
Este pingo de gente foi o melhor amigo que tive na vida até hoje. Passamos barras pesadas, algumas só nós dois, e suas palavras consolaram e reergueram como ninguém mais poderia.
Quando nasceu, eu escrevi um caderno para ele, falando sobre meus sentimentos, a dor de ter que trabalhar com ele tão novo, o quanto meus seios cheios doíam, o amor que ele trouxe à minha vida. Escrevo muito pouco agora e ainda tenho que dividir com os escritos para sua irmã, mas o caderno dele está bem mais grosso...
Então decidi que o buscaria no colégio para fazer um programa de mãe e filho, só nós dois.
Fizemos compras, corremos na rua, coloquei-o um pouquinho no banco do carona, andamos abraçados, de mãos dadas, e, quando corremos brincando, ele me olhou nos olhos como quem me dizia “Você esta particularmente legal hoje”...
Fomos então ao shopping, comemos a pizza vegetariana que ele tanto ama e em seguida fomos ao parque de lá. Ele escolheu ir naquele brinquedo grande que tem piscina de bolinha, escorregador, pula-pula, etc. Foi o momento mais comovente.
A cada passo que ele dava, seja no escorregador, na piscina de bolinha ou no pula-pula, ele me fitava para ver se eu estava olhando pra ele. E sempre estava. Aquele riso lindo não saía de seu rosto e pensei o quanto orgulho tenho, o quanto de gratidão tenho por ter sido escolhida sua mãe nesta vida. Meus olhos então se encheram de lágrimas felizes.
Ele está crescendo. Sua pele ainda é macia, mas ele está crescendo.
Hoje ele está melhor do que ontem e amanhã estará ainda melhor.
Toda a força que tem cresce junto com seu tamanho. E a sensibilidade, e a inteligência e a disposição também.
domingo, 15 de novembro de 2009
Filhos Vegetarianos
Um fardo que acompanha todos os pais vegetarianos é se "deixamos" os filhos comerem carne.
É difícil demais reduzir esta postura de vida a uma questão tão reducionista assim, mas vamos tentar.
Onde esperamos que pais da assembléia de Deus levem seus filhos para aprender sobre a vida: em sua igreja evangélica ou num terreiro de macumba?
Não existe esta coisa de imposição. Imposição é o que fazem com os animais que definitivamente têm apego a vida e não querem viver e morrer parar virar comida de humano.
Os princípios também são herdados. As vezes na mesma intensidade.
Dentro desta lógica, não faz sentido ter pedaços de animais no congelador. Por mais que pareça natural para todo o resto, para nos, jamais será.
Não há como falar sobre este assunto sem mencionar que vegetarianismo é somente a ponta do iceberg. É, pra início de conversa, deixar se comer animais é uma conseqüência da prática de um conhecimento aprofundado, de uma consciência ampliada e de uma ética que se estende a todos os seres, não se limita aos da mesma espécie.
Esta perspectiva não acompanha necessariamente todos os vegetarianos obviamente. Mas todos os vegetarianos acabam por praticar o respeito animal por não usar animais na alimentação.
Digo isto pois existem pessoas que se tornam vegetarianas apenas por crer que seja melhor para sua própria saúde, não necessariamente por ética ou ecologia.
Ninguém pode obrigar ninguém a respeitar os animais. Nem mesmo os filhos. Mas é óbvio que as crianças veêm, escutam, se interessam e se envolvem com nossos valores. Principalmente quando nossos valores são realmente causas relevantes e ideais de vida, como é o caso de muitos militantes pelos direitos animais.
A questão é que para se defender e não fazer o que todos sentem ser o correto, grande parte da população ridiculariza nossa compaixão pelo próximo, quando o próximo não é bípede.
Compreendemos esta primeira reação em admitir o óbvio, afinal, também já comemos carne, sabemos como é o outro lado. O problema é quando usam o que temos de mais bonito, o amor, para nos diminuir e desvalorizar. Aí realmente fica complicado compreender.
Vegetarianos, religiosos, cientistas, professores, todos nos criamos e educamos nossos filhos de acordo com nossos princípios. Não seria justo pedir que qualquer pessoa eduque seus filhos baseados simplesmente numa cultura conveniente.
O fato de todos fazerem errado, não nos autoriza a fazer o mesmo. Não é porque todo mundo come carne e considera isto aceitável, que este hábito deixará de ser cruel e que desensinaremos nossos filhos sobre o amor incondicional que vive em nós.
Inevitavelmente, as crianças estão fadadas a enfrentar as mesmas críticas e a lutarem pelos mesmos princípios. Talvez exatamente por este motivo, tenham vindo através de nós.
Aqui em casa, todos são respeitados, são escutados, são importantes, principalmente nossos filhos.
Fazer isto é muito mais fácil do que parece.
Mas quase ninguém quer ver e menos ainda está disposto a tentar.
Mas ninguém disse que seria fácil.
*Mãozinha da Gaia, atacando o prato sempre vegetariano do Kakau.
domingo, 25 de outubro de 2009
Carregar Filho Pra todo Lado
Excluindo meu trabalho, carrego meus filhos pra quase todo lugar que vou.
Resolvi falar sobre isso, pois hoje em dia este hábito é cada vez pior visto por quase todo mundo. Como se estivesse exagerando ou, pasmem, provocando uma relação de dependência....
Não sou melhor que outras mães por carregar meus filhotes pra cima e pra baixo. Faço apenas o que é racional, certo e que meu coração pede.
Vou sempre carregar vocês dois comigo... Até que vocês possam caminhar por si mesmo, meus amores...
